terça-feira, abril 29, 2014
domingo, abril 13, 2014
segunda-feira, março 10, 2014
domingo, janeiro 26, 2014
MenteQueVives - Mensagem para a vida
Deitados de barriga para cima, os dois com marcas do vaivém das conquistas, iniciam com a mesma idade o jogo das nuvens. Ninguém sabe porque há um que começa primeiro. E as barreiras ficam temporariamente indisponíveis. Do céu puxam emoções e partilham coisas que viram, que nunca viram ou que nunca vão querer ver. Seguram tudo e e não há nada que pese demais.
E se o vento fosse visível, os dois iriam conseguir convencê-lo a ser a mensagem que falta, quando ao jantar alguém lhes perguntar como lhes correu o dia.
sexta-feira, dezembro 20, 2013
MenteQueSentes - Legado invertido
As palavras que me dás são as que guardo
uma a uma.
As que me dizes
umas lutam atrás do próximo passo
outras recuam, sem o meu instinto.
Assusta-me, não viver com as que ficarem.
uma a uma.
As que me dizes
umas lutam atrás do próximo passo
outras recuam, sem o meu instinto.
Assusta-me, não viver com as que ficarem.
domingo, novembro 10, 2013
terça-feira, setembro 17, 2013
MenteQueSentes - Primeiro Ciclo
Ela queria saber como se desenhava uma letra, daquelas que dá a mão a um sorriso e belisca sentimentos que ainda só imagina.
Queria fazer uma conta onde o dinheiro não fosse sempre o mesmo e as coisas acabassem de verdade.
Queria ir.
Entrar numa porta e descobrir em grande, tudo aquilo que segura dentro do seu quarto.
Conhecer os rostos de quem partilha o futuro, em telemóveis e e-mails ligados às nuvens.
Queria ir e regressar, para contar como foi.
Ir e regressar, para saber como fazer melhor.
Ir e regressar, até perceber que a mala que puxa será sempre do tamanho das viagens que quiser.
Com o conforto de encontrar sempre em cada começo os sorrisos que a sopram, desde o primeiro ciclo.
sexta-feira, maio 31, 2013
MenteQueSentes - Cor que foge
Era um táxi pintado de um amarelo que fugia
e que a pouco e pouco ia ficando em esquinas, ramos de árvore, roupas.
O cliente só se iria revelar por inteiro, quando chegasse ao destino
sempre com a esperança de ainda aproveitar uma réstia da cor que o transportava.
e que a pouco e pouco ia ficando em esquinas, ramos de árvore, roupas.
O cliente só se iria revelar por inteiro, quando chegasse ao destino
sempre com a esperança de ainda aproveitar uma réstia da cor que o transportava.
sexta-feira, março 29, 2013
MenteQueVives - Ambulâncias perdidas
As ambulâncias andavam perdidas na cidade. A cadência do azul circular era torpe e as moradas fugiam.
Os outros veículos, heróicos, não andavam. Como se assim com as suas faltas de vida, abrissem vagas para quem esperava as ambulâncias.
As vozes dos que chamavam ficavam nas casas. Milhares de linhas a contornar com silêncio as idades, formavam portas, janelas, esquinas. Uma dessas incontáveis janelas, abriu-se e mostrou vida. Tanta vida que que já não cabia dentro de casa. Não cabia em casa nenhuma, qualquer que fosse o seu tamanho, qualquer que fosse o isolamento. E a vida caía na rua como uma criança que nasce, com o mesmo som da pausa até ao recolhimento.
As ambulâncias continuavam perdidas na rua com o dever não cumprido, deixando no ar a esperança de alguém se lembrar, que não eram mais do que veículos com luzes no tejadilho. Tão pequenas perto de uma vida.
Os outros veículos, heróicos, não andavam. Como se assim com as suas faltas de vida, abrissem vagas para quem esperava as ambulâncias.
As vozes dos que chamavam ficavam nas casas. Milhares de linhas a contornar com silêncio as idades, formavam portas, janelas, esquinas. Uma dessas incontáveis janelas, abriu-se e mostrou vida. Tanta vida que que já não cabia dentro de casa. Não cabia em casa nenhuma, qualquer que fosse o seu tamanho, qualquer que fosse o isolamento. E a vida caía na rua como uma criança que nasce, com o mesmo som da pausa até ao recolhimento.
As ambulâncias continuavam perdidas na rua com o dever não cumprido, deixando no ar a esperança de alguém se lembrar, que não eram mais do que veículos com luzes no tejadilho. Tão pequenas perto de uma vida.
quinta-feira, janeiro 17, 2013
MenteQueSentes - Cada compasso
Teu corpo
a síncope
que me leva
alinhado por cada compasso
até ao despiste.
Bato com estrondo
no capricho que pisei
e vejo ao fundo
duas crianças
que faltam às aulas.
E recomeça a melodia.
quinta-feira, janeiro 10, 2013
MenteQueSentes - O Político e o Desempregado
Conheci dois homens
um escrevia palavras enormes
desmesuradas
de tal forma
que mesmo o outro homem
que fazia os maiores livros
mesmo esse, não conseguiu guardá-las.
um escrevia palavras enormes
desmesuradas
de tal forma
que mesmo o outro homem
que fazia os maiores livros
mesmo esse, não conseguiu guardá-las.
segunda-feira, dezembro 17, 2012
MenteQueSentes - Homenzinhos
Os homens que deixaram a construção de um navio a meio
porque pressentiram o seu naufrágio.
Os homens que encostaram a enxada à entrada da horta
porque imaginaram uma tempestade.
Os homens que deixaram uma palavra por dizer
porque não pensaram no silêncio.
Morreram.
porque pressentiram o seu naufrágio.
Os homens que encostaram a enxada à entrada da horta
porque imaginaram uma tempestade.
Os homens que deixaram uma palavra por dizer
porque não pensaram no silêncio.
Morreram.
sábado, novembro 17, 2012
MenteQueSentes - O trolley que ria
Ainda caminhavam pelo chão
já o trolley se ria.
No primeiro céu
haviam pedaços de nuvem a entrar na conversa
e o trolley descansava.
Pela noite, arrumada
no centro de cada mundo
prolongaram todas as conversas que não tiveram
e o trolley escolheu não aparecer.
E com a saudade veio o regresso
aquecido pelo tinto dos sorrisos
e o regatear numa língua estrangeira
o trolley ria mais do que no ínicio.
Passada novamente a fronteira
pousaram os abraços
e o trolley nunca mais deu notícias.
já o trolley se ria.
No primeiro céu
haviam pedaços de nuvem a entrar na conversa
e o trolley descansava.
Pela noite, arrumada
no centro de cada mundo
prolongaram todas as conversas que não tiveram
e o trolley escolheu não aparecer.
E com a saudade veio o regresso
aquecido pelo tinto dos sorrisos
e o regatear numa língua estrangeira
o trolley ria mais do que no ínicio.
Passada novamente a fronteira
pousaram os abraços
e o trolley nunca mais deu notícias.
terça-feira, outubro 09, 2012
MenteQueSentes - Momento absoluto
Parei. Nem sei se parei. Parei. Nem sei se parei.
Essa indefinição aproximou-me dele. Melhor. Levou-me com ele pelos caminhos de um cenário que não existia, por um sopro que procuro e procuro, cada vez que me estico num apeadeiro.
Fui. Nem sei se fui. Fui. Nem sei se fui.
E só cheguei porque há vozes que não são humanas, e que dentro de uma cabine de emoções só se fazem ouvir pela indiferença. Tudo dizem, nada trazem. Separam.
Quando cheguei, a pergunta era a mesma de quando parti. Ou pensei que parti.
Porque é que ele a dava?
O rio sorria. A ponte baloiçava. O céu aguentava tudo.
E a música nunca acabou, porque não há dinheiro que a segure.
Essa indefinição aproximou-me dele. Melhor. Levou-me com ele pelos caminhos de um cenário que não existia, por um sopro que procuro e procuro, cada vez que me estico num apeadeiro.
Fui. Nem sei se fui. Fui. Nem sei se fui.
E só cheguei porque há vozes que não são humanas, e que dentro de uma cabine de emoções só se fazem ouvir pela indiferença. Tudo dizem, nada trazem. Separam.
Quando cheguei, a pergunta era a mesma de quando parti. Ou pensei que parti.
Porque é que ele a dava?
O rio sorria. A ponte baloiçava. O céu aguentava tudo.
E a música nunca acabou, porque não há dinheiro que a segure.
quarta-feira, setembro 26, 2012
MenteQueSentes - Album de recordações
Em cima dos degraus não havia pés
nem da porta caía areia.
Ainda assim,
as pessoas não paravam de entrar
ao ritmo de quem agora tem tempo
para trazer coisas de volta.
nem da porta caía areia.
Ainda assim,
as pessoas não paravam de entrar
ao ritmo de quem agora tem tempo
para trazer coisas de volta.
domingo, agosto 05, 2012
MenteQueVives - Acento no orgulho
Pediu-me ajuda para se sentar junto a mim no degrau. Com a minha mão apertei-lhe o antebraço e ele confiou no amparo. O seu corpo não escondeu a dificuldade de movimentos, e levou-me a pensar como iria levantar-se se eu já ali não estivesse. Ele percebeu e adiantou a resposta com o acento igual ao orgulho que tinha desenhado no rosto. Disse-me, que preferia ter apenas o conforto de alguém durante a queda, do que herdar o mérito de se erguer. E reforçou, que se assim não fosse seria o princípio para cair sozinho.
Vim-me embora mais cedo porque quis garantir que seria mesmo assim e que iria trazer comigo aquele pedaço de vida, intacto, genuíno. Talvez um dia viesse a precisar dele.
Vim-me embora mais cedo porque quis garantir que seria mesmo assim e que iria trazer comigo aquele pedaço de vida, intacto, genuíno. Talvez um dia viesse a precisar dele.
quinta-feira, julho 26, 2012
MenteQueSentes - Arte de ser avô
A arte de ser avô
está escondida no riso dos netos
no abraço pequenino que nunca acaba
nos olhos que contrariam a idade
e voltam a ter espaço
para guardar coisas
está escondida no riso dos netos
no abraço pequenino que nunca acaba
nos olhos que contrariam a idade
e voltam a ter espaço
para guardar coisas
segunda-feira, julho 02, 2012
MenteQueSentes - Planeta inventado
Mamã, Papá
hoje na minha escola inventámos um planeta
nele riscámos o céu e ficou lindo
sujámos as mãos e elas procuraram outras
criámos castelos para visitar quando formos adultos
e soltámos gargalhadas que trago no bolso.
Ah e decidimos que as horas eram só a fingir
tal como aquilo que vocês usam como desculpa
para não inventarem mais planetas.
quarta-feira, junho 13, 2012
MenteQueSentes - A chamada
Não senti a chamada.
O mundo preencheu-me
as horas encavalitaram-se
os sons fundiram-se.
Agora, agradeço à magia
o lápis de cera por estrear
limpo como o inicio
presente como um liço
alinhado como o chão.
O mundo preencheu-me
as horas encavalitaram-se
os sons fundiram-se.
Agora, agradeço à magia
o lápis de cera por estrear
limpo como o inicio
presente como um liço
alinhado como o chão.
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